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Em SC, seminário sobre autismo reúne especialistas em saúde, educação e assistência social

O autismo, com as suas perspectivas, políticas públicas e seus desafios para a inclusão, pautou o debate promovido pelo Parlamento catarinense na sexta-feira (14) em Campos Novos, no Oeste catarinense. Especialistas das áreas da saúde, educação e assistência social, autoridades, entidades e familiares participaram do seminário “Autismo e Perspectivas atuais nas diferentes intervenções“, realizado no auditório da Unoesc.

O evento, que foi uma proposição do deputado estadual Lucas Neves (Podemos), por meio da Comissão de Saúde da Alesc e em parceria com a Escola do Legislativo, divulgou informações sobre diagnóstico, políticas públicas de saúde e inclusão, reunindo centenas de pessoas.

Trabalho modelo
O deputado Lucas Neves relatou que foi instigado pela Associação de Amigos de Autistas (AMA) de Campos Novos, que é referência em Santa Catarina pelo trabalho empreendido em prol de pacientes com o espectro autista.

“Fiquei sensibilizado pelo trabalho protagonizado pela AMA de Campos Novos, que é modelo em seu município e região. E juntos construímos esse seminário que é o primeiro evento que trata do autismo na Comissão de Saúde”, acrescentou. Para ele, é preciso trabalhar pela inclusão do autista na saúde, na assistência social e na educação.  Ele avaliou que o evento foi um sucesso e uma oportunidade ímpar para tratar de um assunto importante para toda a sociedade.

Autismo feminino
Uma das discussões do seminário foi coordenada pelo médico pediatra e especialista em neurologia pediátrica, Egon Frantz, que abordou o tema “Conhecendo o Autismo”. Para ele, é fundamental conhecer o autismo em seus diversos níveis, já que isso contribui para a qualidade de vida das pessoas que vivem com o transtorno.

“Importante termos o conhecimento a respeito do autismo, que já não é um assunto tão novo. Temos 80 anos de discussão a respeito desse tema. Mas depois de diagnosticado precocemente, as crianças adquirem uma qualidade de vida bem melhor”, disse o médico, pontuando a importância da relação da saúde e educação.

Ele explicou sobre os diferentes níveis de autismo, que normalmente são moderados, leves e severos, sobre a importância do diagnóstico precoce, e sobre as comorbidades.
O médico também destacou a importância do diagnóstico do autismo feminino. “É diferente do menino e pouco reconhecido”, avaliou, citando exemplo de que as meninas chegam em seu consultório já adolescentes, com 15 anos, e apresentando dificuldades de socialização na vida escolar.

Experiências
A programação do seminário, que se estende até o final do dia, teve ainda mesas-redondas e palestras. Uma delas com Marcos Petry, que é autista e também uma referência na prestação de serviços relevantes à causa.
Marcos falou dos desafios cotidianos de uma pessoa com autismo. “É justamente a  visão de mundo do autista, o seu olhar para a sociedade. Como tudo isso alcança uma pessoa autista. A maneira como som, barulho, texturas, cheiros, chegam para o autista. Até nas coisas mais simples, como abrir a porta de um carro, fazer suas compras, se socializar, enfim”, afirmou.

 

Fonte Agencia AL 

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