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Puxada pelo leite e a batata, inflação no Brasil sobe 0,21% em junho

Os preços do país subiram em 0,21% no mês de junho, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado a inflação oficial do país. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo informações do g1.

 

O grupo de Alimentação e bebidas é o que tem maior impacto na subida dos preços pelo segundo mês seguido, com uma alta de 0,44% e peso de 0,10 ponto percentual (p.p.) no índice geral. A variação, no entanto, é menor do que a registrada em maio, quando os preços tinham subido 0,62%.

Em junho, o resultado geral também mostra uma desaceleração em relação ao mês anterior, uma vez que o IPCA fechado em maio tinha alta de 0,46%. Mesmo assim, em junho do ano passado, a deflação era menor, representando 0,08% com queda no preço dos alimentos.

 

Agora, o Brasil tem uma inflação acumulada de 4,23% em 12 meses. No ano, a alta é de 2,48%.

O mercado financeiro esperava mais para o aumento dos preços em junho, com 0,32%. No acumulado, a alta esperada era de 4,34%.

 

São nove principais grupos do IPCA. Destes, sete tiveram altas em junho. As altas relevantes, além dos alimentos, aconteceram nos setores de Saúde e cuidados pessoais, com aumento de 0,54% no mês, representando 0,07 p.p. do índice.

 

Confira o resultado dos grupos do IPCA

Alimentação e bebidas: 0,44%;

Habitação: 0,25%;

Artigos de residência: 0,19%;

Vestuário: 0,02%;

Transportes: -0,19%;

Saúde e cuidados pessoais: 0,54%;

Despesas pessoais: 0,29%;

Educação: 0,06%;

Comunicação: -0,08%.

 

Alimentação em alta

O grupo Alimentação e bebidas (0,44%) segue em destaque, apesar da desaceleração em relação a maio. O subgrupo de Alimentação no domicílio, que é o mais importante, teve um alívio de 0,47% em junho, contra de 0,66% em maio.

Há cinco produtos que mais contribuem para o índice. Deles, dois fazem parte do subgrupo da alimentação domiciliar.

O leite longa vida teve alta de 7,43%, garantindo o maior impacto no índice geral no mês de junho, de 0,06 p.p. De acordo com o IBGE, o resultado se dá pela queda de produção. Ocupando o segundo lugar no ranking de maiores impactos, está a batata inglesa, com 0,05 p.p adicionados ao IPCA. A alta em junho foi de 14,49%.

 

— Leite longa vida e batata inglesa tiveram menor oferta no período. O leite sofreu com uma entressafra no Sudeste e Centro-Oeste, além de um período de clima adverso no Sul do país. No caso da batata, é o momento de transição entre a safra das águas e início da safra das secas, mas o volume da safra das secas não conseguiu atender à demanda — afirma o gerente de pesquisa de IPCA e INPC do IBGE ao g1, André Almeida.

 

Entre os alimentos populares que subiram no mês de junho estão o café moído, com 3,03% e o arroz, com 2,25%. A cenoura teve queda de 9,47%, junto com a cebola, que teve queda de 7,49%.

A desaceleração também foi registrada na Alimentação fora do domicílio, com 0,37%, segundo a pesquisa. No mês anterior, o percentual era de 0,50%. Em lanche e refeição, que é um subgrupo, também teve alívio nos preços de 0,78% para 0,39%, e de 0,36% para 0,34%, respectivamente.

 

Outros grupos

O grupo Transportes teve deflação de 0,19%, com redução de 0,04 p.p. no índice geral. O destaque é a queda nos valores de passagem aérea, que caiu 9,88% e teve a maior contribuição negativa do mês, de 0,06 p.p.

 

Neste grupo, quem destoa é a gasolina, que teve alta de 0,64% no mês, representando impacto de 0,03 p.p. no índice geral, terceiro maior do mês. O etanol também registrou alta de 0,34% no mês de junho. Isso contribuiu para que o subgrupo de combustíveis subisse 0,54%.

Ao contrário dos outros, o óleo diesel e o gás veicular tiveram recuo nos preços, com -0,64% e -0,61% respectivamente.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, que está com 0,54%, os perfumes (1,69%) tiveram influência, além dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) direcionados aos planos de saúde (0,37%). De acordo com o IBGE, após o ajuste realizado no dia 4 de junho, as frações mensais dos meses de maio a junho foram adequadas na inflação.

 

Monitoramento de serviços

Com as quedas nos preços de passagens aéreas e no subgrupo de Alimentação no domicílio, a inflação de serviços atingiu 4,49% na janela de 12 meses. Isto representa o menor resultado desde setembro de 2021, quando o percentual registrado foi de 4,41%. Em maio deste ano, o grupo de serviços havia registrado 5,09%.

 

Os itens monitorados, cujos valores são definidos pelo setor público ou por contratos, mostraram uma alta de 6,38% na janela de 12 meses. Isso acontece principalmente devido à gasolina e ao reajuste nas tarifas de água e esgoto em alguns polos do levantamento.

Este resultado é maior do que o resultado de maio, que fechou em 6,09%. Mesmo assim, ele é o maior apenas desde março, que acumulou 6,39%.

 

INPC em alta em junho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,25% em junho. O índice é utilizado como referência para reajustes do salário mínimo, porque o cálculo é para famílias com rendas mais baixas. Em maio, a alta era maior, de 0,46%.

 

Por isso, o INPC acumula alta de 2,68% no ano e de 3,70% nos últimos 12 meses. Em junho do ano passado, a taxa teve queda de 0,10%.

Fonte: NSC

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